LUGAR COMUM – por Everton Luiz Cidade

ENTRE EMARANHADOS DE FIOS CIBERNÉTICOS

E CRIMES SILVESTRES MORREMOS DE AUTOAJUDA

DESFILANDO NYLON E PLÁSTICO NUM DEUS NOS ACUDA

DE QUEM SERÁ POUCO MAS VERÁ A SI MUITO SOLIDÁRIO

GENTE É PRA GOZAR GENTE É PRA RESISTIR

GENTE É PRA MORRER

DE RIR

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HUMILHAR NÃO É FRANCO-É FRACO

EU SOU FILHO DE MÃE

E TODAS CONSTELAÇÕES

SÃO UTERINAS SÃO

ASSIM COMO DEUS É DEUSA

E MAIS

TODO MEU AMOR SIMPLES

CADA GENE NEFILIM DOS MEUS ANCESTRAIS

NÃO CURA – ASFIXIA

E EU – QUE JÁ SOU FIAPO – ME ESFARRAPO

EM DEMANDA EM DEMASIA

FELICIDADE É REVOLUÇÃO

FELICIDADE É EVOLUÇÃO

AMOROSO GUARDIÃO

FINJO SER O SUÍNO QUE DESTRÓI A PÉROLA

A VOZ METÁLICA DO SOM DE NINGUÉM

TANTA TRISTEZA NA ALEGRIA DA CERTEZA

BENÉVOLA ALUCINAÇÃO

AVOA

PERFURA

O DIA NUMA EXECUÇÃO

PLENA E NATURAL

COMO O BEM

SOA.

 

EVERTON LUIZ CIDADE

Everton Cidade

Everton Luiz Cidade é poeta. Autor de Santo Pó/P, O Bonde Transmutóide e QuiÓ. É vocalista da banda Siléste.