O Topo da Montanha traz Lázaro Ramos e Taís Araújo ao Theatro São Pedro em grande produção

A peça O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, faz turnê pelo Brasil, seguindo sua carreira de sucesso, tendo já sido vista por mais de 80 mil espectadores, além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Shell, de melhor atriz, para Taís Araújo. Em Porto Alegre, a montagem será encenada no Theatro São Pedro, nos dias 02 e 03 de junho, sexta e sábado, às 21h, e no dia 04, domingo, às 18h, em uma coprodução entre as empresas BR Produtora e Silvia Abreu Produções Artísticas e Culturais. Os ingressos já estão à venda no local (confira no Serviço).

O Topo da Montanha, montagem que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway, em 2011, e começou sua trajetória de sucesso em São Paulo, no dia 09 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, o espetáculo já passou por Campinas, Santos, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro, entre outros, sempre com sessões esgotadas.

A encenação que conquistou tantos espectadores relembra que, há quase cinquenta anos, no dia 4 de abril de 1968, o mundo se despedia de Martin Luther King Jr, o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta pelo amor ao próximo e pelo repúdio à segregação racial norte-americana. Vale lembrar que somente entre 1883 e 1959, cerca de cinco mil negros foram linchados nos estados do Sul do País – e é este o momento histórico que a jovem dramaturga Katori Hall desconstrói na ficção.

Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas -, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A escrita, diga-se, faz sentido mesmo quando comparada à situação política daqueles tempos. Para citar uma frase do espetáculo: – ‘parem a guerra do Vietnã e comecem a lutar contra a pobreza’ – vista sob a ótica do presente, ela ainda parece possível ser proferida e ressalta as características de um líder que ‘teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta’. – Este texto me perseguiu como ator por dois anos, por meio de pessoas que diziam que tinha de fazê-lo no Brasil. E é contemporâneo porque é uma história também sobre enfrentar medos. Sobre os trilhos da coragem e do afeto, resume Lázaro. – Tínhamos muito receio de que o texto fosse americano demais e não tocasse as pessoas. Mas o tempo e uma boa tradução nos convenceram que as questões do amor e da igualdade são relevantes e próximas a todos nós, complementa Taís.

A boa tradução para o português a que se refere Taís é de Silvio José Albuquerque e Silva, responsável por dar vida a temas universais e ainda envolventes. – Hall revela um líder ao mesmo tempo radical e pragmático, profético e imprevidente, sonhador, sedutor, frágil e, sobretudo, humano, resume Silvio.

Lázaro e Taís, a dupla que sucumbiu a um líder americano

Também produtores da versão brasileira, Lázaro Ramos e Taís Araújo continuam a trajetória de sucesso ascendente da montagem num caminho de acasos que os levou a ela. O primeiro a vê-la, em Manhatan, foi um amigo do casal que a mencionou a Lázaro Ramos. Mais tarde, o diretor João Falcão apresentou ao ator o texto original, em inglês, ainda se dispondo a dirigi-lo. Feita uma primeira tradução, a conclusão da dupla Taís e Lázaro parecia irrevogável: o script era distante da realidade brasileira e demasiado americano, portanto não envolveria ninguém do lado de baixo da linha do Equador.

Mas o tempo passou, e Lázaro Ramos entrevistaria Joaquim Barbosa. Seu chefe de gabinete, Silvio Albuquerque, admirador e conhecedor de Martin Luther King, entregou uma nova tradução a ele – inicialmente deixada de lado até que Taís a lesse. – A nova tradução era muito boa e ora eu ri, ora me emocionei. Finalmente fazia sentido e tive a convicção de que era viável para o Brasil. Insisti para que Lázaro a revisse e, mais tarde, com a impossibilidade de o João Falcão dirigir, pressionei para que ele a assumisse, relembra Taís. –Dirigir não estava em meus planos, principalmente porque conciliar a direção com a atuação era algo que eu sempre disse que não faria. Taís, minha grande parceira de cena e de vida, me convenceu a encontrar e acreditar na força de Martin Luther King, prossegue Lázaro.

É um encontro, afinal, completo para o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos – que à parte a vida conjugal comum, os trabalhos na televisão e no cinema, possuem carreiras sólidas também nos palcos. A carioca Taís Araújo faz desta sua décima peça teatral como atriz e a terceira como produtora – já esteve no elenco de Orfeu da ConceiçãoPersonalíssimaGimba; Liberdade para as BorboletasSolidoresO Método GrönholmAmores, Perdas e Meus VestidosDisse que Disse e Caixa de Areia.

Já o soteropolitano Lázaro realizou mais de 20 espetáculos com o Bando de Teatro Olodum de 1994 a 2002, entre eles: Sonhos de Uma Noite de VerãoÓ Pai Ó e Ópera dos 3 Vinténs. Após sair de Salvador, destaque para A MáquinaMamãe Não Pode Saber e o Método Grönholm, além de ter dirigido e escrito os infantis As PaparutasA Menina Edith e a Velha Sentada, bem como esteve à frente da direção dos adultos Campos de Batalha e Namíbia, Não.

 Ficha Técnica

Texto de Katori Hall

Direção de Lázaro Ramos

Codireção de Fernando Philbert

Tradução de Silvio Albuquerque

Consultoria Dramatúrgica de Angelo Flávio

Assistência de direção Thiago Gomes.

Com Lázaro Ramos e Taís Araújo
Voz Inicial da Mãe de Martin Luther king de Léa Garcia

Preparação vocal de Edi Montecchi

Cenografia de André Cortez

Assistência de Cenografia de Carmem Guerra
Construção Cenário de Ono Zone Estúdio/ Fernando Bretas e Waldir Rosseti
Iluminação de Walmyr Ferreira
Assistência de Iluminação de Marcos Freire

Figurinos de Teresa Nabuco

Trilha sonora de Wladimir Pinheiro
Desenho de Som de Laércio Salles
Projeções de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Fotos de estúdio de Jorge Bispo

Fotos de cena de Valmyr Ferreira e Juliana Hilal

Projeto gráfico da Dorotéia Design, Adriana Campos e Tamy Ponczyk

Revisão de Regina Stocklen

Assessoria de imprensa de Antonio Trigo
Comunicação para Web de Urgh.us
Direção, edição e imagens dos vídeos para Internet de Thiago Gomes

Serviços de camareira de Solange Carneiro

Contraregragem de Fabiano Motomoto

Operação de luz de Kadu Moratori

Operação de som e projeção de Fernando Castro
Serviços técnicos de projeção de Bruno Mattos
Supervisão técnica de projeção de Alexandre Bastos – Novamídia

Assistência técnica e de produção de Igor Dib

Assistência de administração de Jandy Vieira
Administração Lei Rouanet de Thiago Oliveira

Produção executiva e administração de Viviane Procópio

Administração geral de André Mello

Direção de produção de Radamés Bruno

Produção da BR Produtora

Produtores associados André MelloLázaro Ramos Taís Araújo

Produção e Assessoria de Imprensa em Porto Alegre de Silvia Abreu by Silvia Abreu Produções Artísticas e Culturais Ltda.

 Lei Federal de Incentivo à Cultura

Apoio Cultural: RBS TV –  ABIH-RS –  Laghetto Hoteis – Hotel Laghetto Vértice Manhattan – Cantina Famiglia Facin – Toque Pimenta Natural – Galeria Sbardeloto – Restaurante Coco Bambu – Casa do Marquês – Restaurante Marquês Grill

Patrocínio: Porto Seguro Seguros

Transportadora Oficial: Avianca

Realização: Ministério da Cultura,
Governo Federal – Brasil Ordem e Progresso

 Duração: 1h30m

Classificação: 12 anos

Gênero: Comédia Dramática

SERVIÇO ESPETÁCULO:

O Topo da Montanha. Espetáculo teatral com Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Datas: 02, 03 e 04 de junho de 2017

Horários: Sexta-feira e Sábado – 21h |Domingo: 18h

Local: Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n° | Centro Histórico | Porto Alegre/RS
Telefones: (51) 3227.5100 | 3227.5300

 Ingressos:

Preço R$ 90,00 (Inteira) R$ 45,00 (Meia)

 Descontos

50% para associados da AATSP (ingressos limitados)

50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência

50% para idosos

 Promoções:

Clientes Avianca: ganham 30% de desconto sobre ingresso inteiro na compra de até dois ingressos.

– Porto Seguro: clientes Porto Seguro ganham uma cortesia na compra de um ingresso inteira.

 Horário da Bilheteria

Das 13h até o horário de início do espetáculo
Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30min

Sábados e domingos:

Das 15h até o horário de início do espetáculo

Informamos que, conforme esta lei, o benefício de meia-entrada para estudantes só será concedido mediante a apresentação, no momento da aquisição do ingresso e na portaria do local de realização do evento, da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), pelas entidades estaduais e municipais filiadas àquelas, pelos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e pelos Centros e Diretórios Acadêmicos, com prazo de validade renovável a cada ano, conforme modelo único nacionalmente padronizado e publicamente disponibilizado pelas entidades nacionais antes referidas e pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), com certificação digital deste, podendo a carteira de identificação estudantil ter 50% (cinquenta por cento) de características locais.

A concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% (quarenta por cento) do total dos ingressos disponíveis para cada evento. O Theatro São Pedro disponibiliza até 623 lugares para comercialização de ingressos, o que, de acordo com a lei, libera até 374 lugares para venda de ingressos com meia-entrada.

Em compras pelo call center ou internet, o documento deverá ser apresentado na retirada do ingresso e no acesso ao evento.